Wednesday, 17 September 2008

Cascata delle Marmore

Como é hábito todos os fins de semana há passeio. Desta vez fomos a Terni, ver a Cascata delle Marmore, a maior da europa! Mas havia ainda um extra. A Vaida lembrou-se que queria fazer rafting, espalhou a palavra e conseguiu reunir um grupo de 20 corajosos que queriam experimentar também! Fotos mais abaixo..

Duas vezes por dias fecham as comportas e apenas caem o
que, à distância, nos pareciam uns fios de água.


Eram quase 3 horas! Horas de abrirem as comportas...

E este foi o espectáculo com que nos deparamos, em poucos minutos a água corria com uma força incrível e logo se formou um arco íris lindíssimo.




Agora, a aventura: Rafting!


O sítio onde fomos buscar a roupinha: fato, botas e casaco.

As meninas no balneário, depois de finalmente conseguirmos enfiar os fatos.. não foi muito fácil.

O grupo. 20 erasmus prontos para a aventura!


Primeiro, um sessão de formação: as 3 posições base: a de descanso, remar para a frente e remar para trás.. em italiano, claro está!

Um pouco ansiosos, a pensar se sobreviveríamos à aventura, la fomos nós, de carrinha, para o início do percurso. As águas vistas de cima eram assustadores e corriam a uma velocidade impressionante.

O percurso demorou cerca de 40 minutos e foi cheio de adrenalina. Andamos aos saltos, fomos atirados contra rochas.. e eis que no fim o instrutor nos diz: agora podem saltar para a água! A última fase do percurso foi feita dentro de água! De costas para baixo, braços juntos ao corpo e cabeça virada para a direcção de corrente lá fomos nós, completamente gelados. Já estava escuro quando acabamos.

Infelizmente um dvd com as fotos custava 50 euros (um roubo!). Tirei estas duas à socapa.. dão uma ideia daquilo pelo que passamos.



Friday, 12 September 2008

Bevagna

Bevagna é uma cidade pequena a 25 km de Perugia, no Valle Umbria. Muito bonita e acolhedora, foi em tempos uma cidade importante e rica, devido à importante via que por lá passava, a Via flaminia. Com o surgimento de outras alternativas, Bevagna foi entrando em declínio.. Chegou a ter 20 000 habitantes no seu apogeu, sendo que agora conta com cerca de 5 000.


Porta de entrada na cidade.

Templos, termas, teatro..

Uma igreja românica de 1195.

O altar fica sobre-elevado, de forma a criar espaço por baixo para uma cripta. Essa elevação tem também, claro, um simbolismo - a aproximação do céu, o caminho para Deus..

Depois fomos aprender como se fazia la carta (o papel) na época medieval.

Francesco, um senhor muito simpático, explicou-nos o processo desde o princípio. Este papel é feito a partir de tecidos que eram recolhidos, roupa velha, etc. O primeiro passo era pô-los num tanque juntamente com água e um agente corrosivo, que não consegui perceber o nome. Isso ia enfraquecer as fibras. Em seguida os tecidos eram cortados em bocadinhos pequeninos.

Esta máquina serve para "pisar" esses bocados. Tem um sistema curioso: uma roda que gira com a força da água, tipo moínho, faz rodar este tronco que se vê na foto. As saliência q ele tem vão "levantar" troncos verticais que vão então esmagar o tecido.

Neste tanque temos já uma pasta, que tem de ser mexida para não se depositar. O tabuleiro que o Francesco tem na mão consiste num caixilho de madeira com uma rede apertada no meio, que vai permitir que a água se escape, mas não a pasta. A técnica de mergulhar o tabuleiro no tanque não é muito fácil, como alguns de nós puderam comprovar..

O tabuleiro é virado ao contrário sobre este tecido e já se começa a vislumbrar uma folhinha..

As folhas são colocadas umas sobre as outras e depois são prensadas, para tirar o máximo de água possível. Em seguida são colocadas a secar, como se vê no fundo da foto.

Depois de seca, a folha continua solúvel na água, por isso é impermeabilizada com uma cola animal.

O papel é ainda amaciado com uma pedra e fica pronta para ser usada. Fica um papel lindíssimo, todo texturado. Trouxe um para recordação :)

Uma cidade muito bonita e acolhedora.

Agora visitamos o que resta do antigo teatro. Por cima do que era o teatro foram construídas habitações.

Este é o Filippo, foi o nosso guia.

A medalhinha que nos deu entrada.. o sol ou a roda de Vitrúvio?

O teatro como terá sido. Funcionava como o equivalente a um centro comercial de hoje em dia: lojas, local de convívio.. é so tirar o cinema e pôr o teatro.

O pouco que sobrou.
Depois fomos visitar uma das casas que foi construída sobre o teatro, com mobiliário e decoração à época.

Ainda nessa casa, tivemos direiro a cibi (comidas) tradicionais da zona.

O arroz italiano é sempre estranho..

Monday, 8 September 2008

Roma!!!

Roma é uma cidade lindíssima! Estar a metros de tantas obras que conhecia apenas dos meus livros de história de arte, foi no mínimo emocionante. Por cada rua em que passamos, encontramos sempre edifícios grandiosos e espectaculares ou simplesmente ruínas, que dão toda a magia à cidade.. Respira-se História!


A viagem de comboio para lá. Foram cerca de 2 horas, mas nem dei conta do tempo passar.. fomos sempre na conversa!

Já com os pés em solo romano!! Ainda não me tinha conscencializado que estava mesmo em Roma..

Pousamos as coisas no Hostel que, apesar de algumas críticas muito más no site (chegámos a temer baratas!!!), era bastante agradável. O quarto era bonito e estava limpo e as casas de banho, partilhadas claro (orçamentos apertados), eram bastante razoáveis.
A senhora do Hostel era muito simpática e aconselhou-nos alguns sítios para visitar à noite, e até nos disse que aquela hora não havia revisores nos autocarros..

Aqui vemos a Pipa a tentar abraçar uma coluna do Pantheon.. pequenina, não é?

O dia seguinte começou cedo. Dois dias para ver Roma não é nada, por isso decidimos apanhar um daqueles bus turísticos que fazem uma voltinha pela cidade e passar pelos pontos mais importantes. O 1º foi o monumento dedicado à memória do 1º rei de itália, Vittorio Emanuele II.
É imponente, como se percebe pela foto, e enorme.. parece que pouca coisa é construída à escala humana.

Sentimo-nos pequeninas lá dentro.

O tão famoso Coliseu! É enorme (mais uma vez).. Gostávamos de ter ido lá dentro mas, a fila era tal, que nos desanimou. Imaginar tudo o que em tempos se passou dentro deste edifício..

As três do costume no bus turístico.

Il fiume Tevere

O Castello Sant'Angelo. Construído inicialmente para servir de mausoléu ao imperador romano Adriano, passou por fortaleza militar, residência papal, prisão e hoje em dia é um museu.

A tão famosa também Piazza di Spagna, onde se fazem todos aqueles desfiles de moda.


Não podíamos perder a Fontana di Trevi. A Andreia atirou uma moedinha e tudo! Diz-se que quem atira uma moeda voltará à cidade um dia, fiquei a saber depois que, atirando uma segunda moeda, se tem direito a um desejo.. Devia ter experimentado.

(São atirados para a fonte cerca de 3000 euros por dia (incrível!!) que são depois recolhidos durante a noite.)

A figura de Neptuno ao centro.

Il Pantheon
Foi difícil entrar dentro do edifício. Estava e decorrer um casamento, o que levou a que os turistas se acumulassem cá fora, à espera de entrar. Escusado será dizer que mal tiraram as grades, o Panteão se encheu completamente.

A única entrada de luz.

O facto do edifício ter sido convertido numa igreja católica, permitiu que ele sobrevivesse, ao ponto de ser considerado o edifício melhor preservado da roma antiga.

Com os souvenirs na mão, na Piazza Navona.

Na Piazza Navona, agora já com o João e a Silvija, que passaram o dia à procura de apartamentos - eles vão fazer erasmus em Roma.

Exaustos, ao fim do dia. Os pés foram os que mais sofreram, a Pipa que o diga.

Outro ponto incontornável, o Vaticano. A praça de S. Pedro, imensa, onde se encontravam ecrãns gigantes que transmitiam em directo uma missa dada pelo Papa (era domingo de manhã).


Gostava muito de dizer que visitei a basílica por dentro, mas a minha indumentária não foi considerada apropriada. Camisolas caveadas são determinantemente proíbidas. Não ficámos lá muito contentes.. mas o que podíamos fazer.

Pouco depois ficamos a saber que a Capela Sistina estava fechada ao domingo. Aí sim, fiquei mesmo desiludida. Pensava que finalmente ia ver ao vivo e a cores os frescos do Miguel Ângelo, e tantas outras obras.. Mas não saio de Itália sem as ter visto!!

Como dizia antes, parece que nada é feito à escala humana..

E junta-se a nós a Pinar (da Turquia).


Mais uma voltinha de autocarro, e fomos embora. Muito ficou por ver ainda, mas, mesmo sem moedinha, vou voltar para visitar o que nos faltou desta vez.